Primeiro-ministro falou, hoje, ao país após reunião de Conselho de Ministros e pediu um “sobressalto cívico” para travar números dramáticos. Conheça as 14 medidas adicionais de reforço do confinamento
- É reposta a proibição de circulação entre concelhos ao fim de semana;
- Todos os estabelecimentos de qualquer natureza devem encerrar às 20h à semana e às 13h ao fim de semana. A excepção é o retalho alimentar que ao fim de semana se pode prolongar até às 17h;
- Vai ser proibida a venda ao postigo de qualquer estabelecimento não alimentar, como lojas de vestuário;
- É proibida a venda ao postigo de qualquer tipo de bebida, mesmo cafés;
- É proibida a permanência e o consumo de bens alimentares à porta de estabelecimentos ou nas suas imediações;
- Encerrados todos os espaços de restauração em centros comerciais, mesmo em regime de take away;
- Proibidos os saldos e promoções que promovam a deslocação de pessoas
- Proibida a permanência de pessoas em espaços públicos como jardins. Podem ser frequentados, mas não podem ser locais de permanência;
- Pedida às autarquias a limitação do acesso a zonas que convidam à concentração de pessoas, como marginais, incluindo espaços para jogar ténis ou padel;
- Encerradas universidades seniores, centros de dia e centros de convívio;
- Deslocações para trabalho presencial vão necessitar de declaração escrita da entidade patronal;
- Nas próximas 48 horas as empresas com mais de 250 trabalhadores têm de enviar à Autoridade para as Condições do Trabalho a lista nominal de todos os trabalhadores cujo trabalho presencial consideram indispensável.
- Reforço da fiscalização da Autoridade para as Condições do Trabalho e das forças de segurança. O Governo pede “maior visibilidade” da presença na via pública da Polícia de Segurança Pública (PSP), em particular junto às escolas, de forma a servir de efeito dissuasor.
“Não é momento para aproveitar as brechas da lei, para fazer o que sabemos que não podemos fazer. Temos de nos proteger e proteger os outros. Não é algo de abstrato, é concreto: é a nossa vida e a vida dos outros que está em causa”, disse António Costa.
“Ninguém pode ter a imprudência de pensar que o covid só acontece aos outros”, alertou o primeiro-ministro voltando a dizer: “a pandemia está no nível mais perigoso de sempre”, pedindo um “sobressalto cívico para voltarmos a conseguir controlar como controlámos”.









