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André Ventura em Aguiar da Beira

Deputado e presidente do CHEGA participou em jantar do partido e prometeu para mais de uma centena de pessoas que vai continuar a ser a voz do povo português no parlamento

O deputado na Assembleia da República (AR) e presidente do partido CHEGA esteve reunido com apoiantes e simpatizantes num jantar, a 4 deste mês, no Termas Park Hotel, na Quinta das Lameiras, Aguiar da Beira. Entre críticas aos principais partidos e figuras do poder, André Ventura garantiu que vai continuar a ser a voz das “pessoas comuns” contra o sistema político português e que o CHEGA “não apoiará o professor Marcelo Rebelo de Sousa numa recandidatura à presidência”.

“Vamos fazer destas presidenciais uma luta acérrima entre duas visões diferentes de Portugal e da presidência. A visão de que Portugal deve ser a deste sistema em que o professor Marcelo Rebelo de Sousa, na verdade, é um dos grandes padrinhos do sistema tal como o temos hoje, está nele desde o 25 de abril. E a luta contra este sistema, que vai ser encabeçada pelo CHEGA”, esclareceu André Ventura, ao nosso jornal, à margem do jantar, sem confirmar se será ele o candidato pelo partido.

No encontro com os apoiantes, o jurista afirmou que “o CHEGA é o partido das pessoas comuns, daqueles que não nasceram nem cresceram em berços de ouro, daqueles que olham para o país com a necessidade de o fazer mudar, daqueles que amam o seu país”, deixando duras e longas críticas ao sistema político português, à impunidade dos políticos que têm roubado o país e da marginalidade, ao funcionamento da AR, ao custo de vida muito elevado, entre outras.

Sobre a palavra “vergonhoso” que tem usado repetidamente no parlamento, André Ventura voltou a dizer que “é uma vergonha nós estarmos a discutir os elefantes do Camboja no parlamento, eu não tenho nada contra elefantes”, mas “parece um país que não tem problemas”. “Um país em que os deputados, como eu, pagos por vocês, estão ali em vez de discutir se vai haver centro de saúde aqui ou não, se os professores vão ou não ter dignidade nas suas tarefas, se o IRS vai baixar ou não, não, estão a discutir as ovelhas que caíram no barco que ia entre a Grécia e Marrocos, parece uma coisa estúpida mas acontece no parlamento”.

“O parlamento não é uma casa de entretenimento é uma casa que vocês sustentam com os vossos impostos”, reiterou, para explicar que “quando chega o momento de discutir, por exemplo, o caso de Pedrogão Grande, o CHEGA é o único que propõe uma comissão para investigar aquilo que aconteceu, e os outros dizem ‘ainda não é tempo de fazermos isso!’ Perdemos dias a trabalhar sobre o que não interessa, quando chega a hora de ver uma das moires vergonhas da nossa história, que são os incêndios de Pedrogão terem tido as fraudes que tiveram nos subsídios, o parlamento diz ‘agora não é o momento para investigar isso’. Isto revolta-me”, confessou.

André Ventura afirmou ainda que “as pessoas estão fartas da incoerência do ‘olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço’, e isso é o que temos tido na política portuguesa”, apontando alguns exemplos: “um governo com 71 elementos”, “um parlamento com 230 deputados” e “um presidente da república que já gastou mais em viagens que todos os outros presidentes juntos”. “Precisamos disto, como é que estes tipos nos pedem a nós sacrifícios, com aumento de impostos todos os anos no gás, na eletricidade, no IVA e IRS, e os combustíveis a um preço louco”, questionou, garantindo aos presentes que vai continuar com a mesma postura interventiva no parlamento e que “em oito anos o CHEGA será o maior partido de Portugal”.

“Fazer um país diferente é começar por assumirmos que temos problemas e que temos que os enfrentar e que estamos dispostos a lutar para os enfrentar”, concluiu André Ventura, que assumiu que foi dirigente nacional do PSD e saiu para fundar o CHEGA, porque já não se identificava e queria um partido diferente nas áreas da justiça, economia, organização política do estado e nas grandes áreas fundamentais.

O jantar, que “surgiu inicialmente por um pequeno grupo de pessoas com o fundamento de lançar as bases para a criação de uma concelhia do partido CHEGA em Trancoso, em que participaria também o coordenador distrital do partido, João Tilly, surpreendeu por o presidente do partido fazer questão de estar presente. E, em pouco tempo, o espaço esgotou”, com apoiantes de Celorico da Beira, Aguiar da Beira e de outros concelhos do distrito da Guarda e até de Viseu e outras zonas do país, contou Fernando Figueiredo.

O organizador da iniciativa revelou ainda que do encontro ficou “o compromisso de se criar a primeira estrutura do CHEGA em todo o distrito da Guarda, incluindo a concelhia de Aguiar da Beira, que tem já um promotor, António Cardoso.

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