Convívio social é o atrativo principal do mercado anual
Nem o vento forte e frio demoveu as pessoas de passarem pela “Feira dos Vinte” em Mosteiro, freguesia de Pena Verde. O mercado anual, que se realiza sempre a 20 de janeiro, é cada vez mais um convívio social, com os “comes e bebes” entre amigos, que atrai visitantes do concelho e da região, dando uma “importante dinâmica à aldeia”.
A feira já não é como em “outros tempos”, em que havia mais gente e o comércio era diferente, mais virado para a agricultura e venda de gado e queijo. Atualmente, o mercado gira à volta da venda de produtos têxteis e alimentares, calçado e bijuteria.
O negócio também está mais fraco, “vende-se menos”, queixam-se os feirantes, que este ano foram “obrigados” a abandonar mais cedo por causa do vento e frio que se faziam sentir durante a manhã. As febras e o frango de churrasco nas tendas da feira, nos cafés da aldeia e em casas particulares são agora a tradição e a maior atração do certame.
É assim em casa de Armindo Vaz, em que os filhos Martinho e Vítor seguem a tradição de há muitos anos do pai e logo pela manhã começam a assar carne e a receber dezenas de amigos para “comer, beber um copo e confraternizar um bocadinho. É assim todos os anos e é uma alegria”, dizem.
E também na tenda de restauração da feira, por onde passaram muitos populares e até entidades políticas, como o presidente do Município de Aguiar da Beira, Joaquim Bonifácio, e a sua equipa executiva, funcionários da câmara, os seus colegas autarcas de Trancoso e Fornos de Algodres, e o deputado socialista pelo distrito da Guarda, Santinho Pacheco, para beber uma jeropiga e almoçar.
A “romaria” termina nos cafés da localidade, para beber um “cafézinho” e jogar uma “cartada”, seja ao chincalhão ou à sueca.
“As pessoas vêm de propósito a esta feira para comer e conviver e neste dia todos os mosteirenses abrem as portas das suas casas para receberem os amigos”, refere o presidente da junta, ele que também costuma juntar mais de 30 amigos ao almoço.
Armindo Florêncio considera que “este é um evento muito positivo para a aldeia e para a freguesia”, realçando “o convívio popular, o negócio local e a alegria que este dia proporciona quer a habitantes, quer a visitantes”.
Em dia do Mártir de São Sebastião, padroeiro da aldeia, os mordomos também cumpriram a tradição e aproveitaram o momento para angariar dinheiro para a capela, com um peditório pela feira e com a abertura de um bar.













































