Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca inicia novo ano letivo a 12 de setembro com mais estudantes: 549
O regresso às aulas no Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca, de Aguiar da Beira, está agendado para o próximo dia 12. Estão matriculados no ano letivo 2025/2026, nos vários ciclos de ensino, 549 alunos, mais oito que no ano anterior.
Do total de 549 alunos, 102 (+9) vão frequentar o pré-escolar, 122 (+2) o 1º ciclo, 65 (-4) o 2º ciclo, 129 (+9) o 3º ciclo e 131 (-3) o secundário, sendo que, destes últimos, 18 pertencem aos cursos profissionais.
O agrupamento escolar dispõe do ensino pré-escolar nos JI de Aguiar da Beira (83 alunos), Carapito (4), Dornelas (8) e Pena Verde (7); 1º ciclo nas escolas do ensino básico de Aguiar da Beira (85), Carapito (15), Dornelas (12) e Pena Verde (10); e na Escola Padre José Augusto da Fonseca do 2º e 3º ciclos e secundário, com um total de 325 alunos.
Embora ligeiro, o agrupamento aguiarense volta a registar um aumento do número de alunos, à semelhança dos anos letivos de 2022/2023 e 2023/2024 e depois de no ano passado se ter mantido o mesmo número de crianças e jovens – 541 – matriculados no início do ano letivo anterior.
De realçar também que o agrupamento continua a captar um número relevante de crianças e jovens vindos de concelhos limítrofes, nomeadamente de Sernancelhe e Penedono.
Ao todo, são 64 (menos 20 que no ano anterior) os alunos vindos de fora do concelho e matriculados nos diferentes ciclos de ensino: 9 no 2º ciclo, 15 no 3º ciclo e 40 no secundário (39 no regular e 1 no profissional).
As ajudas por parte do município passam pela oferta de transporte a todos os alunos do agrupamento, a gratuitidade das refeições dos alunos do pré-escolar e 1º ciclo e atribuição de prémios de mérito escolar e acesso ao ensino superior.
O Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira tem oferta formativa regular no 10º ano nas áreas de ciências e tecnologias, línguas e humanidades, e artes visuais; no 11º ano, nas áreas de ciências e tecnologias, línguas e humanidades; e no 12º ano, nas áreas de ciências e tecnologias, línguas e humanidades, e ciências socioeconómicas. No ensino profissional dispõe dos cursos de Técnico de Desporto (10º e 12º anos) e Técnico de Mecatrónica Automóvel (11º ano).
No ensino básico (5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos), o estabelecimento escolar oferece também, em parceria com a câmara municipal e o Conservatório Regional de Ferreirim, o Ensino Artístico de Música e as Atividades de Enriquecimento Curricular (AECS), promovidas e dinamizadas por técnicos do município e da Associação Desportiva e Recreativa (ADRC) de Aguiar da Beira.
Obras de requalificação da escola sede e proibição de telemóveis
Uma das novidades para o novo ano letivo é a proibição de telemóveis nas escolas. Medida que se aplica a todo o território nacional e abrange apenas os alunos do 1º e 2º ciclos (até ao 6.º ano), os quais não poderão usar “smartphones” dentro do recinto escolar.
De acordo com a diretora do agrupamento de escolas aguiarense, Elisabete Bárbara, esta regra tem como objetivos: “aumentar a atenção dos alunos nas aulas, combater o cyberbullying, proteger a privacidade dos alunos e promover uma maior socialização entre os alunos”.
E poderá ser aplicada a outros ciclos de ensino. “Está a ser analisada essa possibilidade com a comunidade escolar”, confirmou.
A nova lei do governo para as escolas refere que para os alunos do 3º ciclo (7º ao 9º ano) não haverá proibição direta, mas é recomendada a implementação de medidas para restringir o uso de “smartphones”. Para o ensino secundário recomenda o envolvimento dos alunos na definição de regras para o uso dos dispositivos.
O uso de telemóveis sem acesso à internet continua a ser permitido para comunicação com as famílias.
Os alunos, mas também professores e funcionários escolares, vão ainda contar neste novo ano escolar com as obras de requalificação da Escola do 2º e 3º ciclos e secundário Padre José Augusto da Fonseca – que incluem também o pavilhão gimnodesportivo.
“Naturalmente trarão alguns constrangimentos, sobretudo a nível logístico. Algumas aulas, em determinados períodos das obras, vão ter de decorrer no edifício do Centro Social Padre José Augusto da Fonseca (antigo colégio), com o qual já estabelecemos parceria. Mas, nada que coloque em causa a aprendizagem dos alunos”, disse a diretora.
As obras no valor de mais de cinco milhões de euros têm a previsão de duração de um ano e são da responsabilidade do Município de Aguiar da Beira, tendo a comparticipação de fundos nacionais e europeus.
“Independentemente das dificuldades e das limitações – que, sendo de natureza diversa, contribuem para a complexidade dos contextos e das situações – o início de um ano letivo é sempre um momento em que o entusiasmo e a esperança nos motivam a continuar a trabalhar pelo futuro das nossas crianças e dos nossos jovens, trabalho esse que conta com a colaboração de toda a comunidade educativa, desempenhando o Município, nesta matéria, um papel fundamental, que reconhece, apoia e investe na Educação. Sabemos que a Escola faz a diferença na vida dos nossos alunos e é essa a chama que ateia a nossa dedicação e não a deixa esmorecer quando o caminho se nos apresenta mais difícil e põe à prova a nossa perseverança e resiliência”, afirmou Elisabete Bárbara.

Diretora pede colaboração de todos
“Num ano que prevemos especialmente exigente contamos com a colaboração e com a serenidade de todos para podermos continuar a prestar um serviço educativo de qualidade aos nossos alunos”, referiu Elisabete Bárbara, acreditando que “quando chegarmos ao fim deste ano letivo que agora começa, olharemos para a renovação da nossa Escola como um estímulo e um sinal de vitalidade e de confiança inabalável no Futuro”.
A diretora do agrupamento e professora de português sublinhou ainda a “importância fundamental da Escola para a construção de uma sociedade pensante e humana”.
“Os conflitos que nos inquietam, a realidade construída pelos media, a tendência para o consumo imediato da informação sem questionamento das fontes e pensamento crítico, a desvalorização social do papel do Professor, os perigos que espreitam a Escola Pública, entre outros aspetos, são motivo, para todos aqueles que se preocupam com a educação e que a entendem como aquilo que nunca deveria deixar de ser – uma absoluta prioridade – quer para uma séria reflexão sobre o caminho que queremos trilhar quer para a concertação de esforços com vista a garantir que a Escola seja um direito de todos e não um privilégio de alguns”, vincou.









