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“Boas expectativas” para Certame Gastronómico do Míscaro

Evento de promoção de recursos micológicos e produtos da terra realiza-se a 23 e 24 de novembro em Aguiar da Beira

“As condições meteorológicas estão favoráveis à germinação de cogumelos silvestres e, nesta altura, já há muitos ‘míscaros’, o que perspetivamos que venha a ser um excelente Certame Gastronómico do Míscaro, com muitos cogumelos e outros produtos endógenos da época e muitos visitantes”, disse ao nosso jornal o presidente do Município de Aguiar da Beira, Joaquim Bonifácio.

A 7ª edição do evento, que gira à volta dos recursos micológicos, realiza-se no fim de semana de 23 e 24 deste mês e terá como grande motivo de atração, como é habitual, o “míscaro amarelo” (Tricholoma equestre).

Este cogumelo silvestre, tão procurado nesta altura do ano pelo concelho, estará em destaque em fresco para venda no mercadinho agrícola e para degustar nas tasquinhas e nas sessões de cozinha ao vivo no pavilhão gimnodesportivo, local onde acontecem a maioria das atividades do certame, e nos restaurantes do concelho.

Para além de “míscaros amarelos”, no mercadinho agrícola também será possível encontrar outros cogumelos silvestres frescos e típicos da região – boletos (cepas), tortulhos ou sanchas –, tal como outros produtos endógenos da época: castanha, maçã, mel, queijo, enchidos, frutos secos, leguminosas; e artesanato variado.

O programa inclui ainda um passeio e colheita micológica no percurso de orientação “Rota do Míscaro”, animação musical diária com os grupos locais, a atuação do artista popular Ruizinho de Penacova, uma corrida e caminhada “Trail do Míscaro” solidária com o meio ambiente (ver pág. 24), um festival de folclore e um magusto.

O VII Certame Gastronómico do Míscaro, organizado pela Câmara Municipal de Aguiar da Beira, inaugura no dia 23, às 10h30, no pavilhão gimnodesportivo da vila, e tem o objetivo de divulgar e valorizar os produtos endógenos e a gastronomia local, nomeadamente os míscaros. Ao longo dos dois dias, são esperadas centenas de pessoas de vários pontos do país.

 

“Míscaro amarelo” é o mais procurado

O “míscaro amarelo” (Tricholoma equestre) é, de finais de outubro a início de dezembro, a grande atração no Concelho de Aguiar da Beira. Este tipo de cogumelo silvestre torna-se mesmo uma fonte de rendimento, para locais e visitantes, que, o procuram nos pinhais, a maioria das vezes, “desenfreadamente”, sem respeitar as regras de colheita. O seu preço no mercado chega a atingir os 25 euros por quilo, no início da temporada.

Estão ainda identificadas outras espécies de cogumelos comestíveis no território, como por exemplo: Boletus edulis e pinicola (boleto/cepa); Lactarius delicosus (sanchas); Macrolepiota procera (tortulho); Hydnum repandum (pé de carneiro); Craterellus cornucopioides (trompete dos mortos); Cantarellus cibaruis (cantarelas); e Craterellus tubaeformis.

 

Conselhos para a colheita de cogumelos silvestres

Reunidas as condições para a frutificação dos fungos, o Gabinete de Micologia da Câmara Municipal de Aguiar da Beira deixa alguns conselhos para a colheita de cogumelos silvestres:

1- A colheita deve ser feita sem prejudicar os locais onde aparecem os cogumelos.

2- Deve conhecer muito bem os cogumelos comestíveis e as espécies tóxicas semelhantes. Em caso de dúvida não colha!

3- Não misture cogumelos comestíveis com outros que não conheça na mesma cesta.

4- Não use sachos, enxadas, ancinhos ou outros utensílios que arrastem a caruma ou a folhada para encontrar os cogumelos. Use em alternativa um pau, uma navalha ou outro utensilio que não remova a camada superficial do solo.

5- Quando arrancar o cogumelo tape imediatamente o local. O terreno deve ficar igual ao que encontrou.

6- Não colha os cogumelos com o chapéu fechado para que liberte alguns esporos. Nesta fase a possibilidade de confusão também é maior.

7- Nunca use sacos de plástico, baldes, caldeiros ou outros recipientes idênticos. Deve usar cestas ou outros recipientes arejados que tenham aberturas laterais e por baixo.

8- Os cogumelos comestíveis que têm inicialmente forma de ovo, como a Amanita ceasarea, só devem ser colhidos quando o chapéu estiver aberto, nunca em fase de ovo.

9- Não colha os cogumelos demasiado maduros, pois estão contaminados com outros fungos e bactérias que podem ser tóxicos. Deve deixá-los no local.

10- Não colha cogumelos em zonas contaminadas, bermas das estradas, terrenos onde foram aplicados pesticidas ou herbicidas, junto de lixeiras ou esgotos, etc.

11- Não destrua os cogumelos que não conhece, mesmo os venenosos. Deixe-os no local pois são importantes no ambiente.

12- Não coma o míscaro amarelo (Tricholoma equestre) em grandes quantidades e em dias seguidos.

13- Consuma os cogumelos de preferência num espaço de 24h após a colheita.

14- Deve devolver os desperdícios dos cogumelos a locais semelhantes onde foram encontrados ou limpá-los no momento da colheita.

Para qualquer esclarecimento adicional poderá dirigir-se ao Gabinete de Micologia entre as 9h e as 12h30 e as 14h e as 17h30.

“Em caso de intoxicação, ou aos primeiros sintomas de indisposição (vómitos, náuseas, diarreia, dor abdominal, tonturas), contacte 800 250 250 – Centro de Informação Anti-Venenos, ou o Número Europeu de Emergência – 112, ou dirija-se ao hospital mais próximo e procure levar exemplares dos cogumelos suspeitos de terem provocado a intoxicação, para auxiliar no diagnóstico”, aconselha o gabinete.

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